Blog novo no ar!

Pessoal, coloquei no ar meu blog novo, no endereço www.octaviosalles.com.br/blog_br
Já queria fazer essa mudança faz tempo, primeiro porque estava achando esse blog meio poluído demais, segundo pq tinha alguns probleminhas técnicos que só começando de novo pra arrumar…

Enfim, o blog já está lá e tem post novo. Pretendo atualizar esse blog novo com mais frequência. Esse blog antigo vai continuar no ar para consultas, mas não vou mais postar coisas novas aqui.

Essa foi a boa notícia. A má notícia é que se você assina esse blog para receber novidades por e-mail você terá que fazer isso novamente no blog novo. E não esqueça de atualizar seu bookmark!

Te vejo lá!

Por que algumas aves são tão bonitas??

Essa é uma pergunta que eu escuto as vezes, e nesse post vou falar de 3 hipóteses científicas que podem explicar:

1) Ganhos materiais

Sim, sempre que possível, as aves fêmeas escolhem machos que podem lhe trazer bens materiais. Na nossa sociedade isso pode parecer coisa de “mulher interesseira”, mas no fundo é um instinto forte na nossa espécie tbm, é inegável isso. Muitos estudos mostram que machos com cores mais fortes e intensas tendem a ser dominantes sobre outros machos e, portanto, têm a preferência das fêmeas. Mas por que exatamente as fêmeas preferem os machos dominantes?

Os machos dominantes quase sempre possuem os melhores territórios, com mais acesso a alimentos, água, proteção a predadores, etc. Então é um bom negócio se juntar com um macho desses, pois ele poderá prover bens materiais em mais quantidade e qualidade durante todo o processo reprodutivo. Levando-se em conta que na maioria das espécies os machos também cuidam dos filhotes, isso realmente pode representar a diferença entre o sucesso ou fracasso de uma ninhada.

Saíra-militar (Tangara cyanocephala), macho, exibindo suas cores intensas.

Mas tentar explicar o por que de certas aves, em especial os machos, serem tão coloridos somente com essa hipótese do ganho material não é viável, pois em algumas das espécies mais coloridas do mundo, como os tangarás (Pipridae) e galos-da-serra (Cotingidae), os machos não participam de nenhuma etapa do processo reprodutivo com excessão da cópula. Eles não defendem o território do ninho, não constroem o ninho, não trazem alimento pro filhote ou pra fêmea. Qual então a vantagem de escolher machos muito coloridos nesse caso??? Isso nos leva às próximas duas hipóteses.

2) Genes saudáveis

Procurar machos com genes que podem aumentar a chance de sobrevivência dos filhotes pode ser uma importante força de seleção natural para machos mais coloridos. Plumagem bem colorida pode indicar um macho saudável, em especial no que diz respeito a doenças e parasitas. Existem estudos que mostram relação entre doenças e parasitas com cores mais apagadas. Apesar de ainda não existirem estudos que testem exatamente essa hipótese de que bons genes estão relacionados a intensidade da cor, é uma hipótese que deve ser levada em conta.

3) Filho sexy

A hipótese do filho sexy diz que fêmeas que acasalam com machos bem coloridos produzirão filhos igualmente coloridos e atraentes e, portanto, com maiores chances de se tornarem dominantes e bem sucedidos. Essa hipótese também é usada para explicar cores e ornamentos que aparentemente não tem nenhuma função prática de sobrevivência no dia-a-dia. Por exemplo, como explicar os longos filamentos na cauda de um rabo-de-arame (Pipra filicauda), qual seria a função ecológica desses filamentos? Ou ainda os ornamentos e apresentações bizarras das aves-do-paraíso (Paradisaeidae), da Nova Guiné (veja o video abaixo). Muito provavelmente nenhuma.

Rabo-de-arame (Pipra filicauda), macho

Dentro dessa hipótese, espécies com parentesco bem próximo podem apresentar cores e/ou ornamentos completamente diferentes. Mudanças tão rápidas e drásticas só podem ser explicadas devido às preferências das fêmeas. É essa pressão evolutiva que cria ornamentos e cores que não possuem qualquer função prática que não seja a reprodução. Os machos se arrumam pra conquistar as fêmeas, e, no fundo, são elas que escolhem nossas táticas de conquista.

Vai entender as mulheres…

Existe observação de aves no Brasil?

Já aviso, esse post pode ser um pouco polêmico pra alguns, mas não é uma crítica pessoal a ninguém. É só algo que vinha pensando a um tempo e hoje resolvi postar.

A primeira coisa que penso é: existe mesmo observação de aves no Brasil, no puro sentido da palavra? Até existe, mas sendo bem franco, são poucos os que realmente observam aves. A atividade aqui cresceu muito e ganhou uma nova cara, onde os praticantes, ao invés de utilizarem um binóculo, usam uma máquina fotográfica digital com uma tele-objetiva. Eles não observam, pois é impossível observar algo com qualidade olhando através de uma câmera, a profundidade de campo é muito limitada, o peso da lente, etc – eles registram a cena. Nada contra, cada um o faz da forma que achar melhor, o mais importante é ter mais e mais pessoas apreciando e valorizando, de alguma forma, a natureza preservada. Mas eu particularmente não saio sem os binóculos. Mesmo aquele bandinho de Phylloscartes a 30 metros de altura. Não vou tentar fotografar eles pq não vai sair nada que preste, mas isso não signifique que eu não possa parar pra observar. É muito bom!

O que me preocupa é o forte senso de competição que essa variação da atividade pode trazer em alguns praticantes. Temos hoje uma legião de “registradores de aves” e um excelente site onde grande parte se concentra e mostra os resultados de suas passarinhadas, o Wikiaves. Gostaria de frisar que gosto muito do Wikiaves e participo ativamente, acho que ele foi, de longe, o fator mais importante pra popularização da atividade no Brasil, além de já ser uma importante fonte de informação. Mas hoje lifer não é mais a ave que nunca tinha sido observada, mas sim a ave que nunca tinha sido fotografada.

Observador de aves no Parque do Zizo

O ato de simplesmente registrar aves acaba mudando o sentido original do hobby “passarinhar” – ver e identificar aves. Hoje eu tenho certeza que muitos e muitos não tentam identificar uma ave um pouco mais difícil em campo, observando detalhes de sua morfologia, comparando mentalmente com outras espécies possíveis; ouvindo e aprendendo as diferenças sutis de cantos e chamados; reparando em que micro habitat a ave está e como ela se comporta – todos fatores fundamentais na identificação de espécies mais difíceis. Não, eles simplesmente fazem uma foto da ave e depois, no ambiente sintético do computador, tentam identificar comparando com as figuras no livro ou fotos no Wikiaves. Alguns nem isso fazem, já mandam a foto como não-identificada pro site e lá outros usuários identificam.

Novamente insisto, não há nada errado nisso no sentido pessoal. Cada um faz o que bem entende. Mas já vi gente perder interesse pelo hobby e acho que isso vai acontecer mais e mais, e quem realmente perde com isso é a natureza. A atividade viveu uma explosão de crescimento e acho que está atingindo o pico. A tendência daqui pra frente é uma queda, infelizmente. E isso ocorre em grande parte porque a atividade, da forma como relato aqui, ficou superficial pra muitos. Não há mais um envolvimento profundo com a natureza ao redor. No começo é viciante, a sensação de registrar uma ave nova, achar aquela espécie que vc só tinha visto no livro e depois mostrar pra todos, é uma verdadeira caçada só que sem munição. Depois com o tempo vai ficando banal, pois tudo que importa é a ave, o lifer, é necessário viajar pra lugares distantes na Amazônia pra conseguir novamente aquela sensação de “um lifer a cada 15 metros”. Mas e aí, e depois? Quando guio vejo isso constantamente… “ah esse não tenho interesse, já tenho foto”. Dessa forma o interesse pela atividade acaba se perdendo.

Maria-leque-do-sudeste (Onychorhynchus swainsoni) no Parque do Zizo

Pense nisso a próxima vez que sair pra observar aves – observe as aves! Compre um bom binóculo* e veja como o hobby ganha outro sentido, muito mais profundo. Esqueça a competição, faça as fotografias pra vc, não importa se é um tico-tico ou uma cotinga rara, mas faça pensando no sentido fotográfico mesmo, e não no simples registro. Estude as espécies antes de ir a campo, observe tudo ao redor, a forma como a ave forrageia, como ela age com outras espécies (aves ou não), os tipos de comportamento ao caçar ou cantar, as pequenas diferenças de subespécies, os movimentos migratórios, as diferenças comportamentais durante o ano, aprecie o canto distante de uma pomba-amargosa, o ambiente ao redor – enfim, aprenda a aprender observando. Você vai se tornar um passarinheiro melhor e o interesse pelo hobby não vai diminuir nunca pois nunca faltarão coisas novas pra aprender, pra descobrir. É só uma sugestão pro ano novo…

* Existem binóculos pra todos os bolsos e gostos. Bons binóculos no quesito custo-benefício são os Nikon Monarch, recomendo. São relativamente baratos e de ótima qualidade.

Extinção é para sempre – os casos do Elephantbird e Great Auk

O termo extinção está tão presente nos dias de hoje que até julgamos como algo meio banal… “mais uma espécie foi extinta”, e assim a vida segue. Acho que poucos realmente param pra pensar a fundo que é uma espécie que habitou nosso planeta durante milhares de anos e é extinta quando o último sobrevivente morre. Ele some pra sempre, é um caminho sem volta. Em todos os casos a perda é enorme, e o planeta, um dos raríssimos com capacidade de abrigar vida, vai ficando cada vez mais pobre. Desde 1600 até os dias de hoje, aproximadamente 80 a 100 aves foram comprovadamente extintas (depende de como se enxerga as evidências), e claro muitas outras foram extintas sem mesmo terem sido descritas. O mais triste é que nos próximos anos muitas outras ainda seguirão o mesmo caminho!

Vou contar algumas histórias de extinções de aves que foram interessantes, embora trágicas. Vou começar pelo incrível “Great Elephantbird” e o “Great Auk”. Vou usar os nomes em inglês mesmo pois até onde sei não há tradução formal pra essas espécies.

Great Elephantbird (Aepyornis maximus)

Pelo nome já dá pra ver que essa era uma ave muito grande. Habitavam a ilha de Madagascar. Esses gigantes não voadores chegavam a 3 metros de altura e tinham pernas poderosas, e em termos de peso foi a maior ave conhecida, chegando a impressionantes 400kg!! Essa ave também botava o maior ovo conhecido, maior até que qualquer ovo de dinossauro, do tamanho de uma bola de rugby! De acordo com Étienne de Flacourt, governador francês de Madagascar, alguns indivíduos ainda sobreviviam por volta de 1650. Infelizmente ele foi morto por piratas algerianos em seu retorno à França, portanto sem poder elaborar mais sobre os avistamentos.

A causa da extinção ainda é um mistério, mas provavelmente teve grande influência dos humanos, que caçavam a espécie, em especial seus ovos, com frequência.

Great Elephantbird

Great Auk (Pinguinus impennis)

Essa seja talvez a ave extinta mais famosa do mundo, ao lado do Dodo. Sua história pode se comparar a uma tragédia grega. Essas aves marítimas não voadoras habitavam o Oceano Atlântico Norte, ocorrendo em diversos pontos da América do Norte, Groelãndia, Islândia e Europa. Apesar de terem certa similaridade com os pinguins do Atlântico Sul, não tinham nenhum parentesco com estes. Passavam 10 meses do ano em alto mar, caçando peixes e lulas, e só retornavam à ilhas oceânicas para a reprodução, em grandes colônias. Eram nessas poucas semanas em terra firme que os auks eram persseguidos por humanos. Há indícios de que a espécie já servia de alimento para seres humanos a 100 mil anos atrás, mas foi durante os séculos 16 e 17 que os auks passaram a ser persseguidos com mais intensidade. No início do século 18 a espécie já se encontrava limitada a algumas ilhas mais isoladas.

A maior colônia reprodutiva passou a ser na Ilha de Funk, em Newfoundland, no Canadá, onde as aves se concentravam em grandes números durante os meses de Maio e Junho. Infelizmente para os auks, a llha de Funk era o primeiro ponto de terra firme para os navegadores vindos da Europa em direção à América do Norte. Marinheiros famintos atracavam na ilha e matavam centenas de auks, presas fáceis. No final do século 18 esta grande colônia havia sido devastada e a espécie sobrevivia apenas em algumas poucas ilhotas isoladas na costa da Islândia. Em uma dessas, pelo menos, a espécie parecia estar segura. Era na Ilha de Geirfuglasker, que contava com correntes fortíssimas e ondas grandes, sem nenhum acesso para se atracar com um barco. Enquanto a espécie era massacrada em outras ilhas próximas, a colônia de Geirfuglasker sobrevivia.

Mas aí veio a tragédia que ninguém, nem mesmo o mais pessimista, poderia prever. No inverno de 1830 uma explosão em um vulcão submarino fez com que a ilhota de Geirfuglasker sumisse no mar, pra nunca mais reaparecer. Seria cômico se não fosse trágico. Em Maio, ao retornarem para a ilha, os auks viram que ela havia simplesmente desaparecido e escolheram a ilhota próxima chamada Eldey. Apesar de também ter o acesso difícil, não era impossível, e lá sim, o homem conseguia chegar e, de fato, chegaram. Havia cerca de 50 auks nessa ilhota. No mesmo ano da redescoberta, em 1835, 24 auks foram mortos. Um ano mais tarde capturaram mais 13 auks. Cada viagem trazia um número menor, até que em junho de 1844 apenas dois indivíduos, um macho e uma fêmea chocando um ovo, foram mortos. Nunca mais um auk foi visto.

A captura desses últimos 2 auks é descrita em detalhes por John Wolley e Alfred Newton, dois ornitólogos que na época pesquisaram a fundo o assunto. No dia 2 ou 3 de junho um barco a remo com 8 pessoas chegou na Ilha de Eldey, onde 3 homens desembarcaram. Logo eles viram dois auks em meio a centenas de outras espécies, como gaivotas. Persseguiram os auks e estrangularam os dois. Já sabendo da raridade da espécie, os dois homens resolveram pegar a estrada até a capital da Islândia, pra tentar vender os espécimes a colecionadores. No caminho encontraram um colecionador, que comprou os dois auks no ato. Não se sabe onde foram parar esses auks, mas há alguma evidência que mostra que podem ser hoje os espécimes à mostra em museus de Los Angeles e Bruxelas.

a Ilha de Eldey, último lar dos auks

Great Auk em um mudeu de Glasgow

Foto minha em uma nova revista só sobre Nikon

Tem uma foto de minha autoria publicada em página dupla na primeira edição da revista N-Photo, da Inglaterra, com alguns comentários meus sobre a foto. A foto é uma de minhas preferidas feitas no Buraco das Araras, mostra um bando de araras-vermelhas voando no sol, mas como o fundo estava em sombra, ele ficou quase totalmente preto.

A revista parece bem legal, uma boa leitura pros Nikonzeiros.

Sobre a certeza de ter visto algo e uma história…

A identificação de aves é um tema de interesse pra mim. Muito longe de ser uma autoridade no assunto, mas gosto de pesquisar sobre o tema e tento aprender o máximo que consigo. Esses dias estava vendo uns posts do excelente blog do David Sibley, e em um deles ele fala sobre a certeza em observações visuais. Lá ele diz que quando achamos ter certeza de que vimos uma certa espécie nossa mente tende a excluir qualquer elemento negativo e dá valor apenas aos positivos, aos que corroboram a identificação que vc “quer” que seja, e uma vez que essa percepção é formada e “confirmada” ela se torna praticamente imune a revisões ou correções, o que pode ser perigoso…

Certa vez no Parque do Zizo, a alguns meses atrás, eu estava na sede conversando com o pessoal quando olho em direção ao grande jatobá no alto do morro e vejo um gavião simplesmente enorme planando a baixa altura sobre a floresta. A minha primeira impressão foi do tamanho dele, era muito grande, tanto que até o Chico, dono da reserva, quando viu o bicho exclamou essas exatas palavras: “nossa, é um dinossauro!”. Em seguida o bicho virou bem de barriga pra gente, com o sol do meio da manhã batendo nas partes inferiores. Era branco em baixo, sem estrias ou outras marcas (embora não lembro de ter visto bem a cabeça). A cauda era longa, estava aberta em leque e mostrava barras pretas largas e bem definidas. As partes superiores eram escuras. As asas eram muito largas e grandes, brancas tbm com estrias nas penas de vôo, arredondadas e o bater de asas era muito pesado e lento, chegava a dobrar as asas. Planava com as asas praticamente retas em relação ao corpo. Não fosse o tamanho, provavelmente afirmaria que se tratava de um gavião-pato, relativamente frequente por aqui, embora poderia ainda ficar na dúvida de um imaturo de gavião-de-penacho, igualmente frequente. Tudo isso foi observado pelo binóculo por alguns poucos segundos. Corri uns 15 metros pra pegar minha camera pra fazer uma foto e confirmar a ID, mas na hora que retornei o bicho já tinha virado sentido contrário. No instinto fiz duas fotos rápidas, num ângulo e luz horríveis, não servem pra nada. Fiquei um bom tempo olhando pro céu, querendo ver o bicho novamente, mas nada. Nunca mais voltou. Deu pra comparar bem o tamanho logo depois pois passou um urubu-preto bem na região onde o gavião estava, e o urubu parecia uma andorinha de tão menor que era.

A essa altura minha mente já estava fervilhando. Passava por todas as possibilidades… gavião-pato, de penacho, imaturo de gavião-de-cabeça-cinza? Não, muito maior… aí comecei a ir pro lado do altamente improvável mas, da mesma forma, altamente excitante. Uma harpia? Não, pelo que sei harpias não planam… um uiraçu-falso então???? Pronto, naquele momento achei que tinha chegado a uma ID razoável, embora improvável em se tratando de Mata Atlântica. Comecei a pensar nas reais possibilidades de ter visto um uiraçu-falso. Apesar de ser Mata Atlântica e não Amazônia, estamos falando do maior bloco de mata restante, muitos e muitos km2 de floresta primária rica em outras espécies que poderiam servir de alimento pra um gavião desses, como jacus, jacutingas, tucanos, macucos, macacos, pacas, etc. Já registramos até onça-pintada aqui, pq não um uiraçu?? As cores e formato batem, o tamanho tbm (embora entenda que tamanho seja meio subjetivo, difícil de julgar) e o hábito de planar baixo sobre a floresta tbm…

Mas será que eu entrei nessa armadilha que Sibley mencionou? Será que eu quero tanto que seja um uiraçu que estou inconscientemente ignorando outros fatores? Eu sinceramente acho que não, acho mesmo que vi um uiraçu-falso naquele dia, até porque não esperava ver um uiraçu-falso alí e nem estava entre as espécies que passaram na minha cabeça quando comecei a pensar nas possibilidades. Mas como não tenho absoluta certeza, a ave ainda não vai pra lista de espécies do parque. Uma possibilidade levantada, com razão, por outros observadores experientes é que poderia ser um imaturo de águia-cinzenta, embora acho pouquíssimo provável, o habitat absolutamente não bate e tbm a falta de marcas na parte inferior, a cor branca pura e a cauda comprida e barrada não batem com águia-cinzenta. Quem sabe um dia não batemos uma foto do bicho pra confirmar a presença da espécie naquelas matas? Por enquanto, fica só a lembrança e vontade de que um dia o registro seja confirmado.

Calendário de viagens 2012

Tenho andado muito ocupado ultimamente e com alguns projetos em andamento que estão tomando meu tempo, mas em breve voces começarão a ver os resultados. Tenho ido bastante pro Parque do Zizo fotografar, entre outras coisas, um ninho de maria-leque junto com um estudo que o Guilherme Ortiz está fazendo da espécie. Como tenho ficado bastante tempo lá, estou vendo algumas coisas bem interessantes. Por exemplo quase todo dia observamos um gavião-de-penacho sobrevoando a área da sede, suspeito que o bicho possa estar fazendo um ninho na região, várias coisas indicam a isso. Outro bicho que temos visto são os mono-carvoeiros. Em uma viagem recente vimos um grupo grande, acho que com mais de 20 indivíduos. Ontem a tarde registramos pela primeira vez no parque os raros apuins-de-costas-pretas. A lista de espécies já está em 293.

Aproveito a oportunidade pra já lançar o calendário de 2012 de viagens ao Parque do Zizo, assim você pode ir se planejando. Com certeza esse ano vem muita coisa boa por aí!! Novas trilhas e estrutura, um comedouro perfeito pra fotografia, bichos raros aparecendo cada vez mais, etc. Venha conhecer a Mata Atlântica mais preservada do Brasil.

Nova galeria

Pessoal, peço desculpas pela falta de posts. Ando realmente muito ocupado entre as viagens e sem tempo de parar pra escrever um post decente. Em breve as coisas devem acalmar um pouco aí volto a postar, tem muita coisa pra contar do Pantanal. Nesse meio tempo convido todos a conhecerem minha galeria de fotos nova no link http://500px.com/octaviosalles ou ainda o portfolio em http://octaviosalles.500px.com. Esse é um site novo de fotografia, muito legal e já tem vários amigos cadastrados lá tbm.

Estou colocando algumas novidades no facebook, me procure lá!

Cuidado onde pisa!

Essa semana está muito corrida pra mim, é uma semana entre viagens então tenho que fazer tudo logo antes de partir pra próxima etapa. Mas passei a semana passada no Parque do Zizo e como sempre foi bem proveitoso. Hoje só vou fazer um post rápido mesmo, vou tentar colocar um relato mais completo antes de viajar novamente.

Por enquanto vai só um lembrete que quando estiver no mato, cuidado onde pisa! Ou melhor, como estamos sempre olhando pro alto, use uma perneira por via das dúvidas.

Vc já achou?

De pertinho agora, um jararacuçu jovem.

Nova viagem pro Zizo em outubro – inscrições abertas

Pessoal, estou organizando mais uma viagem pro Parque do Zizo de 20 a 23 de Outubro, bem no auge da temporada reprodutiva, já com todas as espécies migratórias aqui. Inscrições abertas, garanta sua vaga! Clique aqui pra mais detalhes.